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  • REDAÇÃO

O que achei de How The Beatles Changed the World?

Atualizado: 3 de Set de 2019



Olá, pessoas, tudo bom?

Mais um post sobre cinema para nós. Ainda mais uma #VoltaNaNetflix porque estou utilizando muito para construir o repertório para um trabalho da Pós. Então, vou comentar o que ando vendo. Vamos lá!

Se você diz que não gosta de Beatles é porque não tomou remédio de loucura ou porque nunca ouviu? Sempre fui uma pessoa que gostava da banda. SIM! Gostava da banda porque meu conhecimento era raso, no sentido de que eu sabia o básico para dizer que gostava: música, origem, e álbuns marcantes. Contudo, agora – por causa do trabalho do curso – estou precisando estudar mais e estou amando o processo.

Porém, vamos ao que interessa! Assisti ao documentário How The Beatles Changed The World (em tradução livre: Como Os Beatles mudaram o mundo) e foi interessante. Não minto que se não fosse algo “compromissado”, eu não havia colocado como prioridade, mas aconteceu e foi amor à primeira vista: realista (pois narra as mesmas coisas que já havia visto em outras fontes), maduro (falou sem o olhar de um alucinado pelo ídolo) e profundo (falou sobre o quadro socioeconômico desde a infância dos Garotos de Liverpool até o que veio depois e aproveitou do seu legado). Só por isso, VIVA!

O trailer não é uma das coisas mais empolgantes e você espera mais um feijão com arroz, sabe? Eu pensei que fosse mais alguma coisa superficial que havia ganho algum destaque muito mais pela produção do que pelo roteiro, mas eu me enganei. E me enganei bonito. Dirigido por Tom O’Dell, o documentário de 2011 traz de forma crítica a história da banda que mudou o cenário musical do mundo: a criação, relação dos integrantes, momentos marcantes, contextos políticos e socioeconômicos, relação da banda com a imprensa e com as demais pessoas notórias e autoridades que participaram da construção, difusão e fim [???] da banda.

Uma coisa bem interessante (e que sigo fielmente na vida) é saber que uma pessoa é uma construção do que já aconteceu com ela. O documentário entendeu isso e trouxe a origem dos garotinhos, embora eu tenha sentido falta da origem e algo mais detalhado sobre passado e atuação de Ringo Star, mas não posso mudar o que está feito. Falemos do que já está feito!

O documentário buscou o passado de Paul Mccartney e John Lennon de forma mais aguçada, o que me levou a pensar se esse destaque confirma o que muitos sempre disseram sobre o protagonismo dessas duas figuras e o escanteio de George Harrison e Ringo Star. Vida segue, continuemos. O’Dell trouxe a vida operária dos integrantes e isso, basicamente, fala muito sobre a bandeira política que eles assumiriam (Ok, eu podia não falar nisso, mas não há como. Eles foram políticos todo o tempo): houve riqueza na narração da vida e precisão nos depoimentos (preciso avisar que as pessoas utilizadas para isso eram pessoas próximas, também, do trabalho. Então, não há clima para narração emotiva ou puramente romantizada).

Depois seguiu para a adolescência que se confundiu com o início da banda, uma vez que os jovens ainda eram novos quando começaram com o zigoto do que viria a ser o The Beatles. Uma coisa boa é que mostrou que o primeiro álbum da banda não foi esse bum todo e frustrou [frustrar não é desistir] um pouco e mostrou a redenção com Please Please Me!

Depois passeou pela carreira da banda e como cada álbum se encaixava perfeitamente no momento deles, enquanto pessoas famosas e representantes de uma classe [jovens e autênticos que demonstravam algum incômodo com a época] e enquanto protagonistas de um cenário político vigente [falou muito sobre a relação deles com a classe alta britânica] e isso deu um tom interessante à produção. Mostrou que há um cenário por trás de uma produção cultural e que ela quase sempre fala muito mais do que quer dizer. Havia algo a mais nas músicas dos Beatles que fazia compreender o que ocorria no cenário político da Inglaterra (se escutar hoje, entenderei o que houve em toda década de 60 na Terra da Rainha). Claro! Isso denotou o quanto de interjeição eles arrecadaram com as afirmações (popularidade comparada à Jesus) e algumas causas que eles resolveram apoiar no decorrer da trajetória.

Foi visto lá e de uma forma oxigenada e empolgante a relação entre eles e como ela foi desgastada a partir das vivências da fama e choque de interesses artísticos e políticos [para não falar sobre as amorosas – YOKO ONO – e outros problemas envolvendo os relacionamentos da Boyband]

Não há novidade nisso, mas sempre achei bárbara a forma como eles se remodelavam a fim de atingir seu objetivo [que era se divertir com o trabalho]. Quer um exemplo? Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, que é oitavo álbum da banda, e que veio após um hiato sem single e também após as vivências com religiões de origem indiana. Coincidiu com o período da era hippie, era psicodélica, Woodstock, Summer Love e essas referências que nos lembram filosofias de Peace and Love [acredito que vale a pena o aprofundamento no assunto].

E, por fim, minha última nota sobre a produção é que todo tempo houve um destaque para as personalidades [coisa que a banda tinha muita] e como ela era um guia para o modo que a banda começou, desenvolveu-se, alcançou o apogeu e desmanchou-se. Esse tipo de coisa prendeu minha atenção porque trazia muito mais que uma história da banda, trazia algo que me prendia por me fazer conhecer pessoas, as pessoas que estavam ali, as pessoas que criaram a banda mais perfeita da história.

Enfim, foi isso! Espero que tenham curtido a leitura. Sim! A ordem de comentário não é a ordem do roteiro, viu?

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