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  • REDAÇÃO

O que achei de Sex Education?



Olá, meu povo, tudo bom?

Entrei para o universo das séries. OBRIGADO, DEUS, PORQUE EU FIZ ISSO!

Vocês já viram Sex Education? É uma série britânica da Netflix que estreou em 2019, escrita por Laurie Nunn, e dirigida por Ben Taylor e Kate Herron (e que já tem a segunda temporada confirmada. Obrigado, novamente, Nossa Senhora Caixa-Preta). E vamos lá ao que achei da série. Sabe aqueles filmes da Sessão da Tarde? Curtindo a vida adoidado, Clube dos Cinco, Patricinhas de Beverlly Hills, pronto. Um conjunto desses clássicos, com roupas contemporâneas, e uma estória muito boa.

O enredo é centrado na história de Otis (Asa Butterfiled), um adolescente, cuja mãe é uma terapeuta sexual, com problemas de sociabilidade. Junto com seus dois amigos - tríade de protagonistas, Maeve (Emma Mackey) que é uma adolescente mega inteligente, mas que é mascarada pela típica história da garota marrenta e que ostenta um passado e uma vivência familiar problemática, e Eric (Ncuti Gatwa), um garoto que vive a sua homoafetividade de forma mais autêntica possível e que perpassa todas as nuances de ser homossexual: aceitação familiar, assunção da identidade, e descobertas dos amores (e dos enrustidos!) - Otis vive o ambiente de uma escola na adolescência com todos os problemas relacionados ao período.

Após uma experiência de aconselhamento, Otis - mesmo sendo virgem - e Maeve montam uma clínica clandestina de terapia sexual para os jovens da sua escola a fim auxiliá-los nos dilemas, descobertas e desafios da vida sexual e é através dessa experiência que o protagonista começa a pôr-se no mundo enquanto indivíduo (lá vem o estudante de Ciências Humanas).

Através de um roteiro leve conheci a história de vários personagens da estória e fiquei hipnotizado pela forma como todas as coisas coadunam e não competem no enredo. Tem-se a história de Eric, melhor amigo de Otis, que tem o seu próprio brilho, o seu próprio momento, a sua própria narrativa sem interferir na história dos outros, por exemplo. Além dessa neutralidade entre os personagens, há também a discussão de temas leves como amizade e amor na adolescência, além de ter temas mais densos como descoberta sexual, aborto e invasão de privacidade (sem a necessidade do bandeirismo pedante).

Sobre as cenas... Tem cenas de sexo sim. Não é algo explícito ou que violentem o ato, mas que mostra desde a conquista até o finalmente (nem todos conseguem, assistam para ver isso!). Tem também cenas bem emocionantes (muito. Chorei com muitas, inclusive).

A série traz uma diversidade oxigenada e não forçada: preto, branco, ruivo, oriental, e trata dos status sociais escolares de modo engraçado e entusiasmante, como por exemplo, os desafios do Líder Estudantil (o garoto bonito, esportista, que todas as meninas querem e que quer só uma. O mágico: ele é negro!).

O que eu achei?

Todo mundo precisa ver essa série. Trata-se de um universo existente, já tratado, mas nunca de um modo tão leve e engraçado. Algo que empolga, vicia, convida. Paralisa. E a maneira como diversas sexualidades são tratadas, pelo modo como o personagem Otis aplica a abertura "de mundo" e nos chama a compreender o que tem sempre por trás (o estudante da UFCG novamente) é algo que me parou e me deixou ansioso para a segunda temporada.

Manda um filme para eu assistir e postar o que eu achei. E me diz o que achou também.

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